Moinho do Maneio

Pequeno paraíso no interior do país

Em família, decidimos rumar a Penamacor. Porque não explorar o interior do país? Na verdade, fomos até lá em busca de uma experiência no campo!

Toda a gente sabe que o nosso país é tudo, tudo, tudo mas há sempre um cantinho por descobrir. Em família, decidimos rumar a Penamacor. Porque não explorar o interior do país? Na verdade, fomos até lá em busca de uma experiência no campo:

 

Moinho do Maneio, há muito que o queria mostrar ao Vicente. Fomos na sexta-feira, regressamos no domingo e só queria ter tido mais tempo. Quanto à distância, de Lisboa a Penamacor são cerca de duas horas e meia. Pode parecer muito, eu sei, mas cedo percebemos que vale cada quilómetro.

 

Ficam as minhas dicas sobre onde ficar, onde comer e o que fazer.

Onde ficar: Moinho do Maneio

Depois de um curto caminho pelas árvores, chegamos ao portão de madeira que se abriu para a magia. Ali a tranquilidade é rainha. Não há televisão e o sinal de internet é reduzido. São casas em xisto, maravilhosamente recuperadas, plantadas junto a uma ribeira. Quando está cheia, nadar é obrigatório. Se o que o motiva é uma piscina, ela também lá está. A nossa casa tinha cozinha, uma lareira (ficamos com vontade de a experimentar no inverno), e uma “mezzanine”.

 O Vicente nadou com as suas braçadeiras com macacos desenhados, e saltou muito num trampolim ao pé das árvores, ainda não percebi quem gostou mais do trampolim, se ele se eu. Também brincou com gatos, cães e com os burros que se fazem ouvir aqui e ali. Quanto aos anfitriões, a Anabela e o Rui são incansáveis e donos do melhor pequeno almoço do mundo. Cheio de fruta da época, de um pão a saber a pão, de queijos que nos deixam a salivar, favo de mel, manteiga de framboesa… não falta nada. Ah, e têm uma bolha. Sim, pode dormir numa bolha, debaixo das estrelas no meio das árvores, uma experiência única.

Onde comer:

– O Tear: Fica em Meimoa, tem comida tipicamente portuguesa. Mal nos sentámos, pedimos uma tábua de queijos, que quase nos estragava o apetite para o jantar. Também pedimos um vinho da zona. Para além da comida, a simpatia é a estrela no Tear: o dono foi de uma energia contagiante. E o preço? Para ter uma ideia do quão barato era, sentimos a necessidade de pagar um terço a mais, e dissemos que era gorjeta. No dia seguinte, voltámos.

– Não é um restaurante, mas é um supermercado: a “Loja da Sofia” em Medelim, tem que lá ir comprar uns queijos e pão, e depois come onde quiser que cenários diferentes não lhe faltam.

O que fazer:

– Ir a Monsanto – uma das aldeias históricas de Portugal e aquela que é distinguida como a “mais portuguesa de Portugal”, fica a mais ou menos 20 km de Penamacor, é rapidinho.

– Praia Fluvial de Meimoa – Tem um jardim onde pode fazer um piquenique, um campo de futebol e um parque para as crianças. E sim, mergulhos muito apetecíveis. Resumindo, dá para toda a família.

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